quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Dowbor: Crônica em meio à grande crise global

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Saídas para evitar um colapso civilizatório são evidentes – mas nunca estiveram tão bloqueadas. A questão crucial: teremos tempo para chegar a um Plano B?
Por Ladislau Dowbor | Tradução: Inês Castilho | Imagem: Banksy
Difícil deixar de pensar que estamos vivendo num circo gigante. Quando sentamos no sofá depois de um dia bizarro de trabalho e horas de transporte, as novelas surreais na TV nos dão uma visão geral do jogo global: tantas bombas sobre a Síria, mais refugiados nas fronteiras, os problemas das grandes finanças, os últimos gols de Neimar. Ah sim, e quem, depois da Hungria, a Grécia, a Polônia e o Reino Unido está ameaçando deixar a União Europeia em nome de ideais nacionais superiores.
É um jogo e tanto. Relatórios do Crédit Suisse e da Oxfam mostram a grande divisão entre os donos do jogo e os espectadores: 62 bilionários têm mais riqueza do que os 50% mais pobres da população mundial. Eles produziram tudo isso? Evidentemente, tudo depende de que papel você desempenha no jogo. Em São Paulo, os muito ricos que habitam o condomínio de Alphaville estão murados em segurança, enquanto os pobres que vivem na vizinhança se autodenominam Alphavella. Alguém precisa cortar a grama e entregar as compras.
De acordo com o relatório global da WWF sobre a destruição da vida selvagem, 52% das populações de animais não-domesticados desapareceram, durante os 40 anos que vão de 1970 a 2010. Muitas fontes de água estão contaminadas ou secando. Os oceanos estão gritando por socorro, o ar condicionado prospera. As florestas estão sendo derrubadas na Indonésia, que substituiu a Amazônia como a região número um do mundo em desmatamento. A Europa precisa ter energia renovável, de carne barata e da beleza do mogno.
A Rede de Justiça Fiscal revelou que cerca de 30 trilhões de dólares – comparados a um PIB mundial de US$ 73 trilhões – eram mantidos em paraísos fiscais em 2012. O Banco de Compensações Internacionais da Basileia mostra que o mercado de derivativos, o sistema especulativo das principais commodities, alcançou 630 trilhões de dólares, gerando o efeito iôiô nos preços das matérias-primas econômicas básicas. O maior jogo do planeta envolve grãos, minerais ferrosos e não ferrosos, energia. Essas commodities estão nas mãos de 16 corporações basicamente, a maior parte delas sediadas em Genebra, como revelou Jean Ziegler em “A Suiça lava mais branco”. Não há árbitro neste jogo, estamos num ambiente vigiado. Os franceses têm uma excelente descrição para os nossos tempos: vivemos une époque formidable!
Fizemos um trabalho perfeito em 2015: a avaliação global sobre como financiar o desenvolvimento em Adis Abeba, as metas do desenvolvimento sustentável para 2030 em Nova York e a cúpula sobre mudanças climáticas em Paris. Os desafios, soluções e custos foram claramente expostos. Nossa equação global é suficientemente simples para ser executada: os trilhões em especulação financeira precisam ser redirecionados para financiar inclusão social e para promover a mudança de paradigma tecnológico que nos permitirá salvar o planeta. E a nós mesmos, claro.
Mas são os lobos de Wall Street que traçaram o código moral para este esporte: Ganância é Ótima!
Afogando em números
Estamos nos afogando em estatísticas. O Banco Mundial sugere que deveríamos fazer algo a respeito dos news four biliion – referindo-se aos quatro bilhões de seres humanos “que não têm acesso aos benefícios da globalização” – uma hábil referência aos pobres. Temos também os bilhões que vivem com menos de 1,25 dólar por dia. A FAO nos mostra em detalhes onde estão localizadas as 800 milhões de pessoas famintas do mundo. A Unicef conta aproximadamente 5 milhões de crianças que morrem anualmente em razão do acesso insuficiente a comida e água limpa. Isso significa quatro World Trade Centers por dia, mas elas morrem silenciosamente em lugares pobres, e seus pais são desvalidos.
As coisas estão melhorando, com certeza, mas o problema é que temos 80 milhões de pessoas a mais todo ano – a população do Egito, aproximadamente – e este número está crescendo. Um lembrete ajuda, pois ninguém entende de fato o que significa um bilhão: quando meu pai nasceu, em 1900, éramos 1,5 bilhão; agora somos 7,2 bilhões. Não falo da história antiga, falo do meu pai. E já que não é da nossa experiência diária entender o que é um bilionário, vai aqui uma nova imagem: se você investe um bilhão de dólares em algum fundo que paga miseráveis 5% de juros ao ano, ganha 137.000 dólares por dia. Não há como gastar isso, então você alimenta mais circuitos financeiros, tornando-se ainda mais fabulosamente rico e alimentando mais operadores financeiros.
Investir em produtos financeiros paga mais do que investir na produção de bens e serviços – como fizeram os bons, velhos e úteis capitalistas – de modo que não tem como o acesso ao dinheiro ficar estável, muito menos gotejar para baixo. O dinheiro é naturalmente atraído para onde ele mais se multiplica, é parte da sua natureza, e da natureza dos bancos. Dinheiro nas mãos da base da pirâmide gera consumo, investimento produtivo, produtos e empregos. Dinheiro no topo gera fabulosos ricos degenerados que comprarão clubes de futebol, antes de finalmente pensar na velhice e fundar uma ONG – por via das dúvidas.
Um suborno global
Muita gente percebe que as regras do jogo são manipuladas. Os tempos são de fraude global, quando pessoas fabulosamente ricas doam a políticos e promovem a aprovação de leis para acomodar suas crescentes necessidades, fazendo da especulação, da evasão fiscal e da instabilidade geral um processo estrutural e legal. Lester Brown fez suas somatórias ambientais e escreveu Plano B [“Plan B”], mostrando claramente que o atual Plano A está morto. Gus Speth, Gar Alperovitz, Jeffrey Sachs e muitos outros estão trabalhando no Próximo Sistema[“Next System”], mostrando, implicitamente, que nosso sistema foi além de seus próprios limites.
Joseph Stiglitz e um punhado de economistas lançaram Uma Agenda para a Prosperidade Compartilhada, rejeitando “os velhos modelos econômicos”. De acordo com sua visão, “igualdade e desempenho econômico constituem na realidade forças complementares, e não opostas”. A França criou seu movimento de Alternativas Econômicas; temos a Fundação da Nova Economia no Reino Unido; e estudantes da economia tradicional estão boicotando seus estudos em Harvard e outras universidades de elite. Mehr licht! [Mais luz!]
E os pobres estão claramente fartos desse jogo. Sobram muito poucos camponeses isolados e ignorantes prontos a se satisfazer com sua parte, seja ela qual for. As pessoas pobres de todo o mundo estão crescentemente conscientes de que poderiam ter uma boa escola para seus filhos e um hospital decente onde pudessem nascer. E além disso veem na TV como tudo pode funcionar: 97% das donas de casa brasileiras têm aparelho de TV, mesmo quando não têm saneamento básico decente.
Como podemos esperar ter paz em torno do lago que alguns chamam de Mediterrâneo, se 70% dos empregos são informais e o desemprego da juventude está acima de 40%? E eles estão assistindo na TV o lazer e a prosperidade existentes logo ali, cruzando o mar, em Nice? A Europa bombardeia-os com estilos de vida que estão fora do seu alcance econômico. Nada disso faz sentido e, num planeta que encolhe, é explosivo. Estamos condenados a viver juntos, o mundo é plano, os desafios estão colocados para todos nós, e a iniciativa deve vir dos mais prósperos. E, felizmente, os pobres não são mais quem eram.
Cultura e convivialidade
Sempre tive uma visão muito mais ampla de cultura do que o tradicional “Ach! disse Bach”. Penso que ela inclui desfrutar de alegria com os outros, enquanto se constrói ou se escreve alguma coisa, ou simplesmente se brinca por aí. Convivialidade. Recentemente passei algum tempo em Varsóvia. Nos fins de semana de verão, os parques e praças ficavam cheios de gente e havia atividades culturais para todo lado.
Ao ar livre, com um monte de gente sentada no chão ou em simples cadeiras de plástico, uma trupe de teatro fazia uma paródia do modo como tratamos os idosos. Pouco dinheiro, muita diversão. Logo adiante, em outras partes do parque Lazienki, vários grupos tocavam jazz ou música clássica, e as pessoas estavam sentadas na grama ou assentos improvisados, as crianças brincando por perto.
No Brasil, com Gilberto Gil no ministério da Cultura, foi criada uma nova política, os Pontos de Cultura. Isso significou que qualquer grupo de jovens que desejassem formar uma banda poderiam solicitar apoio, receber instrumentos musicais ou o que fosse necessário, e organizar shows ou produzir online. Milhares de grupos surgiram – estimular a criatividade requer não mais que um pequeno empurrão, parece que os jovens trazem isso na própria pele.
A política foi fortemente atacada pela indústria da música, sob o argumento de que estávamos tirando o pão da boca de artistas profissionais. Eles não querem cultura, querem indústria de entretenimento, e negócios. Por sorte, isso está vindo abaixo. Ou pelo menos a vida cultural está florescendo novamente. Os negócios têm uma capacidade impressionante para ser estraga-prazeres.
O carnaval de 2016 em São Paulo foi incrível. Fechando o círculo, o carnaval de rua e a criatividade improvisada estão de volta às ruas, depois de ter sido domados e disciplinados, encarecidos pela comunicação magnata da Rede Globo. As pessoas saíram improvisando centenas de eventos pela cidade, era de novo um caos popular, como nunca deixou de ser em Salvador, Recife e outras regiões mais pobres do país. O entretenimento do carnaval está lá, é claro, e os turistas pagam para sentar e assistir ao show rico e deslumbrante, mas a verdadeira brincadeira está em outro lugar, onde o direito de todo mundo dançar e cantar foi novamente conquistado.
Um caso de consumo
Eu costumava jogar futebol bastante bem, e ia com meu pai ver o Corinthians jogar no tradicional estádio do Pacaembu, em São Paulo. Momentos mágicos, memórias para a vida inteira. Mas principalmente brincávamos entre nós, onde e quando podíamos, com bolas improvisadas ou reais. Isso não é nostalgia dos velhos e bons tempos, mas um sentimento confuso de que quando o esporte foi reduzido a ver grandes caras fazendo grandes coisas na TV, enquanto a gente mastiga alguma coisa e bebe uma cerveja, não é o esporte – mas a cultura no seu sentido mais amplo – que se transformou numa questão de produção e consumo, não em alguma coisa que nós próprios criamos.
Em Toronto, fiquei pasmo ao ver tanta gente brincando em tantos lugares, crianças e gente idosa, porque espaços públicos ao ar livre podem ser encontrados em todo canto. Aparentemente, por certo nos esportes, eles sobrevivem divertindo-se juntos. Mas isso não é o mainstream, obviamente. A indústria de entretenimento penetrou em cada moradia do mundo, em todo computador, todo telefone celular, sala de espera, ônibus. Somos um terminal, um nó na extensão de uma espécie de estranho e gigante bate-papo global.
Esse bate-papo global, com evidentes exceções, é financiado pela publicidade. A enorme indústria de publicidade é por sua vez financiada por uma meia dúzia de corporações gigantes cuja estratégia de sobrevivência e expansão é baseada na transformação das pessoas em consumidores. O sistema funciona porque adotamos, docilmente, comportamentos consumistas obsessivos, ao invés de fazer música, pintar uma paisagem, cantar com um grupo de amigos, jogar futebol ou nadar numa piscina com nossas crianças.
Um punhado de otários consumistas
Que monte de idiotas consumistas nós somos, com nossos apartamentos de dois ou três quartos, sofá, TV, computador e telefone celular, assistindo o que outras pessoas fazem.
Quem precisa de uma família? No Brasil o casamento dura 14 anos e está diminuindo, nossa média é de 3,1 pessoas por moradia. A Europa está na frente de nós, 2,4 por casa. Nos EUA apenas 25% das moradias têm um casal com crianças. O mesmo na Suécia. A obesidade está prosperando, graças ao sofá, a geladeira, o aparelho de TV e as guloseimas. Prosperam também as cirurgias infantis de obesidade, um tributo ao consumismo. E você pode comprar um relógio de pulso que pode dizer quão rápido seu coração está batendo depois de andar dois quarteirões. E uma mensagem já foi enviada ao seu médico.
O que tudo isso significa? Entendo cultura como a maneira pela qual organizamos nossas vidas. Família, trabalho, esportes, música, dança, tudo o que torna minha vida digna de ser vivida. Leio livros, e tiro um cochilo depois do almoço, como todo ser humano deveria fazer. Todos os mamíferos dormem depois de comer, somos os únicos ridículos bípedes que correm para o trabalho. Claro, há esse terrível negócio do PIB. Todas as coisas prazerosas que mencionei não aumentam o PIB – muito menos minha sesta na rede. Elas apenas melhoram nossa qualidade de vida. E o PIB é tão importante que o Reino Unido incluiu estimativas sobre prostituição e venda de drogas para aumentar as taxas de crescimento. Considerando o tipo de vida que estamos construindo, eles talvez estejam certos.
Necessitamos de um choque de realidade. A desventura da terra não vai desaparecer, levantar paredes e cercas não vai resolver nada, o desastre climático não vai ser interrompido (a não ser se alterarmos nosso mix de tecnologia e energia), o dinheiro não vai fluir aonde deveria (a não ser que o regulemos), as pessoas não criarão uma força política forte o suficiente para apoiar as mudanças necessárias (a não ser que estejam efetivamente informadas sobre nossos desafios estruturais). Enquanto isso, as Olimpíadas e MSN (Messi, Suarez, Neymar para os analfabetos) nos mantêm ocupados em nossos sofás. Como ficará, com toda a franqueza, o autor destas linhas. Sursum corda.
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Ladislau Dowbor <http://www.dowbor.org>
Ladislau Dowbor é professor de economia nas pós-graduações em economia e em
administração da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), e
consultor de várias agências das Nações Unidas. Seus artigos estão
disponíveis online em http://dowbor.org

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Liberdade!

A luta entre o Estado e o povo dura há séculos. As liberdades conseguidas nas últimas décadas são inegáveis (viva a democracia!). Mas agora que este regime político está na sua maturidade, parece que o Estado quer recuperar parte do poder que perdeu.
 
Neste momento trava-se uma luta silenciosa entre o direito à privacidade e a segurança. Qual é a mais importante?
 
No rescaldo de grandes ataques terroristas, os Estados propõem medidas que retiram cada vez mais liberdades aos cidadãos em prol da segurança (dizem eles).
 
Ainda ontem o FBI exigiu à Google e à Apple que arranjassem formas de as autoridades terem acesso a dados encriptados no telemóvel. O que o caso Snowden nos ensinou é que estas já conseguem saber onde estamos, com quem falamos, e o que dizemos...
 
Querem também ter acesso ao nosso cofre...
 
Será que George Orwell não previu o futuro no seu clássico 1984?

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Verdades sobre o leite de caixinha


Antonio Germano Gomes Pinto (*)

Temos visto na mídia, nestes últimos dias, um estardalhaço sobre o leite de caixinha ou leite longa vida como se fosse uma fraude, um crime hediondo o fato de haver sido encontrada água oxigenada e soda cáustica naquele tipo de leite.
Saibam os senhores consumidores e “fiscais” de plantão que não existe leite longa vida sem um componente altamente esterilizante dissolvido no leite pelo fato de que o leite é um dos meios de cultura mais potentes, ricos e eficientes que existe.
Logo que é produzido, após a ordenha, seja ela manual ou mecânica, ainda na fazenda, recomenda-se que o leite seja resfriado para prevenir, evitar, o desenvolvimento dos microorganismos presentes no próprio leite, porque ele já sai do ubre da vaca contendo esses microorganismos que precisam ser imediatamente inibidos em seu desenvolvimento, utilizando-se para isso o resfriamento, se possível em torno de quatro graus Celsius.
Ao chegar à cooperativa, o leite, após os testes de qualidade e separação de algumas matérias primas, passa pelo processo de pasteurização que consiste na elevação de sua temperatura a quase fervura, em torno de oitenta graus Celsius e a seguir é resfriado bruscamente sofrendo assim choque térmico, eliminando a possível patogenia do leite.
Após essa operação, o leite é embalado em sacos plásticos ou vidro e remetido ao consumidor. O leite assim beneficiado tem uma validade para consumo de no máximo vinte e quatro horas.
Os procedimentos para o leite em caixinha são idênticos aos descritos acima com os seguintes “acréscimos” tecnológicos.
A embalagem é especial, a caixinha, é constituída por camadas super postas, tendo dentre elas uma lamina de alumínio cuja função é inibir a passagem da luz, uma camada de plástico para evitar o contato do leite com o alumínio e camadas de papel e papelão.
O leite é introduzido na caixinha num ambiente totalmente estéril. Mas, apesar de todos esses cuidados, alguns microorganismos resistem ao processo e irão se multiplicar, provocando a decomposição do leite em tempo bem inferior ao que preconiza a embalagem se não receber aditivos esterilizantes. Irá se estragar, o que comumente chamamos de azedar!
Esse fenômeno só irá ser evitado com a adição de água oxigenada e soda cáustica. Não se iludam, não existe leite de caixinha ou longa vida sem a adição destas drogas em maior ou menor quantidade, dependendo da “segurança” da tecnologia de tratamento durante o beneficiamento do leite.
A água oxigenada, também conhecida como peróxido de hidrogênio é a mais inofensiva porque logo se decompõe em água e oxigênio. Provocará só uma “queima” ou oxidação mais acelerada dos alimentos.
A soda cáustica poderá provocar problemas mais sérios ao organismo, principalmente entre crianças e idosos, caso não seja utilizada dentro das mais rigorosas técnicas de segurança na dosagem da mesma quando de sua adição ao leite.
O leite contendo a soda cáustica em excesso, ao chegar ao estômago, irá reduzir a acidez natural do líquido digestivo contido naquele órgão, obrigando uma compensação do organismo com a geração de maior quantidade de ácidos estomacais que são indispensáveis à digestão dos alimentos. A freqüente ocorrência deste fato poderá redundar em gastrites e úlceras estomacais.
Sendo a soda cáustica adicionada com parcimônia, obedecendo a cálculos estequiométricos rigorosos, será logo neutralizada tão logo chegue ao estômago, transformando-se em sal e água. A própria acidez natural do leite age como antídoto neutralizando a soda cáustica se não adicionada em excesso.
Não haveria motivo para tanto estardalhaço se a fiscalização fosse uma rotina, uma atividade normal e freqüente de nossas autoridades e não uma exceção, uma “novidade” e se fosse dado menos espaço na imprensa para sensacionalismos deste tipo.
O que aconteceu foi um desserviço, um alarme falso que acarretou grandes prejuízos econômicos e sociais, além de trazer preocupação desnecessária a uma população já tão sofrida com todo o tipo de violência.
Rigorosa e imparcial fiscalização, sim. Falsos alarmes, não. Um falso alarme como o que aconteceu com o leite longa vida deveria ser tratado como ato de terrorismo.
* É bacharel e licenciado em Química, químico industrial, engenheiro químico, especialista em Recursos Naturais com ênfase em Geologia, especialista em Tecnologia e Gestão Ambiental, professor universitário e autor de duas patentes registradas no INPI e em grande número de países.E-mails: aggpinto@hotmail.com ou ag.pinto@uol.com.br

domingo, 22 de março de 2015

Roubo institucionalizado!

Não entenderam o recado das ruas, e haja dinheiro de impostos.


terça-feira, 30 de setembro de 2014

Quão insignificantes somos

Veja no link ou no vídeo seguinte quanto insignificante somos. Veja aqui


domingo, 26 de janeiro de 2014

Perigo: A Cúpula dos Ricos de Davos

    *Londres* - A desigualdade mundial é tão acentuada que até a Cúpula dos Ricos de Davos, que começou na quarta-feira, a citou como uma das grandesa meaças para a economia global. Um informe da organização humanitária Oxfam, difundido segunda-feira ilustrou essa realidade com uma comparação que revela os extremos do desequilíbrio social em pleno século XXI. Segundo os cálculos da Oxfam, a metade da população mundial – cerca de 3,5 bilhões de pessoas ganham, somadas as suas rendas, o mesmo que as 85 pessoas mais ricas do planeta. Esta aparente confluência no diagnóstico entre uma ONG que luta contra a pobreza global e o Fórum Econômico Mundial, organizador de Davos, termina com a identificação do problema.

    Em uma pesquisa da empresa de consultoria internacional PricewaterhouseCoopers, publicada quarta-feira, ficava claro que as mil multinacionais que financiam o Fórum de Davos defendem que a desregulação e a redução do déficit fiscal são fundamentais para lidar com os problemas econômicos globais. No caminho oposto, a Oxfam pretende terminar com os paraísos fiscais, promover um sistema tributário progressista e salários dignos, todas soluções rechaçadas pelas multinacionais. A Carta Maior conversou com o chefe de pesquisa da Oxfam, Ricardo Fuentes-Nieva sobre os desafios de promover uma maior igualdade em um mundo globalizado.

    *A Oxfam está participando em Davos e coincidiu com a avaliação do Fórum Econômico Mundial sobre os perigos colocados pela desigualdade. Mas as coincidências param por aí, não?*

    *Ricardo Fuentes-Nieva:* Em nosso informe nos vimos que em 24 dos 26 países mundiais que têm informações estatísticas dos últimos 30 anos a desigualdade aumentou. Colocado de outra maneira, sete de cada dez pessoas do mundo vivem em um lugar mais desigual que há 30 anos. Uma segunda conclusão de nosso informe é que os ricos têm uma crescente influência nos processos políticos, o que coloca sérios problemas de legitimidade. Por último, pensamos que não razões para que essa situação siga sendo assim. É um tema que pode ser corrigido com políticas públicas concretas.

    *Precisamente, mas o caminho que vocês apontam é o oposto daquele que promovido em Davos?*

    *RFN*: Nós acreditamos que deve haver um combate global contra a evasão fiscal e os paraísos fiscais. O estouro financeiro de 2008 aprofundou a desigualdade com os programas de austeridade aplicados para solucionar uma crise que teve sua origem nos mais ricos do mundo e sua especulação financeira. Os paraísos fiscais foram fundamentais nesta especulação e constituem uma das chaves do desfinanciamento dos estados porque distorcem a política governamental. Por um lado, forçam políticas de redução fiscal para os mais ricos para que não recorram à evasão e à fuga de capital. Por outro, impedem políticas sociais e econômicas que reduziriam a desigualdade pela queda da arrecadação fiscal.

    Desde a década de 70, a carga tributária diminuiu para os ricos em 29 dos 30 países onde existem dados disponíveis. Esta é uma política impulsionada pelo crescente poder político dos ricos e pelo desequilíbrio em favor das corporações na distribuição dos lucros econômicos entre trabalhadores e o capital.

    *O argumento mais citado em favor de salários baixos e vantagens tributárias é a competitividade das empresas em um mundo globalizado. Sem questionar a globalização atual, não parece haver solução para o problema da desigualdade?*

    *RFN*: É um ponto muito importante. Parte desta concentração de renda está vinculada à globalização que, ao mesmo tempo, teve aspectos positivos ajudando a que milhões de pessoas saíssem da pobreza. Mas o certo é que o salário real médio decresceu em muitos países. Não se pode afirmar que este fenômeno se deva pura e exclusivamente à globalização. É certo que os avanços tecnológicos que acompanharam a globalização foram enormes e geraram uma redistribuição econômica para grupos com maior nível de educação. Mas, ao mesmo tempo, a concentração de renda que temos visto nos últimos dois anos não pode ser explicada por este fator porque a globalização é um processo em curso há muito tempo.

    *A América Latina foi um dos lugares mais desiguais do planeta por muito tempo. Como avalia a situação da região nos últimos dez anos?*

    *RFN*: Acreditamos que ocorreram grandes progressos que demonstram que é possível melhorar as coisas se existe vontade política. Programas sociais como o Bolsa Família no Brasil, o Trabalhar na Argentina, o Chile Solidário, e Oportunidades no México, colocaram a América Latina na vanguarda de políticas inovadoras de intervenção estatal para lidar com a desigualdade. Mas é certo que isso não foi suficiente. Os protestos no Chile ou no Brasil são sinais de que resta muito por fazer. Ainda assim, a tendência é animadora na América Latina e muito melhor do que em outras partes do mundo.

    *O que pode ocorrer se não se modificar este panorama de crescente desigualdade global?*

    *RFN*: Estamos diante de um perigo de ruptura do contrato social e de dissolução da ideia de cidadania. Se os governos não refletem a vontade de grande parte da população, começam a perder legitimidade, dinamismo e colocam em perigo a democracia, os direitos humanos e outras conquistas.
    Neste sentido, para além de se a avaliação que Davos faz da desigualdade como uma das ameaças da economia mundial é um mero exercício de relações públicas, creio que não é em interesse das mesmas empresas de Davos que essa situação se desdobra. Esse desdobre não vai passar de um ano, mas há um perigo que a sociedade se torne esclerosada com um impacto concreto econômico e com um risco crescente de explosão social porque, agora, a desigualdade está afetando ao conjunto da sociedade de muitos países, incluindo as classes médias, que foram uma das grandes perdedoras da crise de 2008.

    *Tradução: Marco Aurélio Weissheimer*

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Papai Noel

Feliz Natal!
Papai Noel
Papai Noel
O Papai Noel é um personagem criado no século IV, por Nicolau Taumaturgo que, em sigilo, colocava um saco com moedas de ouro na chaminé das casas dos que estavam precisando de ajuda na época do natal. Tornou-se santo e símbolo natalino, partiu da Alemanha, onde vivia, até se tornar conhecido por todo o mundo.
Diz a lenda que Papai Noel é um bom velhinho de barba branca e comprida e vestimenta vermelha que mora no Polo Norte. Papai Noel juntamente com seus assistentes, os duendes, fabricam presentes para oferecer às crianças que se comportaram e obedeceram os pais durante o ano. Os duendes, além de fabricarem presentes, trabalham também perto de nossas casas conhecendo o comportamento de cada criança e sua obediência com seus pais e para isso percorrem todo o mundo.
Ao passar pelas casas, recolhem as cartinhas feitas pelas crianças e as levam até o Papai Noel. De acordo com o comportamento visto pelo duende é que o Papai Noel concede ou não o presente pedido pela criança em sua cartinha.
Quando o pedido é concedido os duendes fabricam o presente e o Papai Noel pessoalmente se dirige até a casa de cada criança em seu trenó, puxado pelas renas, e desce pela chaminé ou entra pela janela, assim deixa o presente debaixo da árvore de natal. Na noite de natal o presente será encontrado na árvore com o nome de cada criança.
Seu nome varia de acordo com o país, podendo ser chamado de Santa Claus, Father Christmas, Nikolaus, Julemanden, Babouschka, Pai Natal, Perè Noel, Babbo Natale, Joulupukki, Sinterklaas.
Por Gabriela Cabral

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Estudar pra que?

vou replicar, mas é assim mesmo, ou não?

Com os méritos:
http://blog.kanitz.com.br/seducao-gratis/

Estudar para quê, se podemos obter tudo grátis.

Que incentivo nossos jovens têm para estudar e obter uma competência, se até os 21 anos a maioria daquilo que querem obtém de graça?
Não é por acaso que o sonho de todo brasileiro é ganhar no bingo, na loteria, no jogo do bicho, na corrupção ou arrumar um emprego público atendendo mal o cliente que não tem como reclamar.
Quando adultos, vão sonhar em ser professores com direito ao que nossos intelectuais chamam de o ócio criativo, o best seller do Domenico De Masi, por sinal só no Brasil.
A sedução do tudo grátis começou com nossa colonização, quando 23 pessoas receberam terras grátis, as sesmarias.
Atraiu as pessoas erradas, as que são seduzidas pelo conceito do grátis.
Depois veio D.João VI que deu casas grátis a todos de sua corte.
Daí, para a elite pedir aposentadorias integrais paga pelo povo brasileiro foi um pulo.
Hoje temos TV grátis, onde se pode assistir a shows, novelas, filmes, sem pagar nada. Até noticiários, sem pagar absolutamente nada.
Depois veio o chamado ensino grátis, a escola pública grátis, a universidade grátis, como se um jovem com ensino secundário completo fosse um excluído da sociedade e não pudesse trabalhar em alguma coisa para pagar pelos seus estudos.
Vinte cinco por cento dos americanos trabalharam no McDonald´s porque a maioria pagava seus estudos, pelo menos sua mesada.
No Brasil, a UNE nunca parou para pensar que obviamente não há ensino grátis, alguém paga estes professores.
Quem paga são justamente os milhares de trabalhadores brasileiros cujos filhos não entraram na faculdade.
Mas nossos intelectuais, que erroneamente se auto intitulam de esquerda, estão defendendo a espoliação dos pobres para privilegiar a educação dos mais inteligentes.
São os mesmos intelectuais e professores que defendem o mestrado grátis para marmanjos de 27 anos com curso superior completo.
Defendem o doutorado grátis para pessoas com 35 anos em média, e já portadores de mestrados.
Será que este pessoal nada aprendeu de útil para poder trabalhar e pagar o restante de seus estudos sozinhos?
Mais um exemplo da espoliação dos pobres pelos mais inteligentes.
Isto não é esquerda, minha gente. Isto não é Administração Socialmente Responsável da coisa pública.
Estes indivíduos usam o rótulo de esquerda para encobrir outra coisa.
Recentemente veio o software grátis, a internet grátis, mp3 grátis, conteúdo grátis.
Têm jovens que possuem nos seus computadores mais de 10.000 dólares de softwares piratas, ou grátis, US 6.000 dólares de músicas piratas grátis, e acham isto aceitável.
Não vai fazer falta a ninguém, Michael Jackson não precisa mais de dinheiro, Bill Gates é suficientemente rico como está.
Se tudo é grátis até a adolescência, como manter tudo grátis na fase adulta?
Por isto criamos no Brasil partidos políticos cujo objetivo é obter uma série de benefícios para seus devotos sem pagar absolutamente nada.
Lutamos por um Estado cada vez maior que nos forneça renda mínima grátis, aposentadoria grátis, passes de ônibus grátis, saúde grátis, ensino grátis, cultura grátis, remédios grátis, o céu é o limite.
Se você é um destes, lamento dizer que você está pagando um preço, um preço caro.
Você se tornará dependente daqueles que estão dando algo de graça.
Vamos começar com o primeiro e mais pernicioso dos grátis, a televisão grátis.
Você, em troca do grátis, está aceitando o conceito do anúncio de televisão, permitindo grandes empresas monopolistas controlarem a nossa mídia e o conteúdo dos programas.
Os donos de TV tremem na base quando um anunciante reclama dos programas ou do conteúdo de uma TV.
Tente falar com o dono de uma TV, agora.
E se você for o presidente da Nestlé, quanto tempo você acha que vai esperar na linha?
Por que a diferença?
Porque a TV é grátis, o anúncio não.
A Nestlé paga caro pelo anúncio, você paga nada para assistir sua TV.
Agora mudemos de posição.
Comece a pagar pela televisão em troca do compromisso de não ter mais anúncios.
Que tipo de país teremos daqui 30 anos?
Um país consumista, um povo induzido a consumir por 3.000 jingles por dia.
Somos um país consumista, da telenovela e da pornochanchada, do Ratinho e dos filmes violentos porque você apoia a TV grátis.
Mas este não é o maior preço que você está pagando.
Antigamente se estudava música, piano, canto e poesia, com o objetivo de entreter a família e os amigos numa noite gostosa.
Uma noite fraternal e gostosa onde se discutia e aprendia com os mais velhos e se criavam laços de amizade.
Hoje, toda a família fica muda diante da TV, amigos não vem mais visitar, todo mundo separado porque a TV é grátis. Nem junto a família fica, cada um no seu quarto assistindo seu programa favorito.
Este é o preço que pagamos pela TV grátis.
Hoje a maioria dos nossos jovens não lê livros, porque livro custa, e não dá para competir com quem vende de graça.
Quem lê um livro pode parar a qualquer minuto, pode ajudar as mães a colocar a mesa, pode responder a uma pergunta do irmão.
Uma TV não para, e a família tem de ouvir. “não me interrompa, estou assistindo TV”.
O ensino grátis também tem um enorme custo. Primeiro, para aqueles pais cujos filhos não são tão inteligentes e que estão pagando por você.
Por que justamente os mais inteligentes não precisam pagar pelo ensino?
Por que tipo de sociedade justa nossos pseudo intelectuais estão lutando?
Por que nossos intelectuais não ensinam justamente os menos inteligentes, aqueles que mais se beneficiariam da educação?
Todo mundo sabe que os mais inteligentes darão certo com ou sem educação. 80% dos alunos da USP desiste dos cursos por desmotivação e por achar as aulas perda de tempo, e eles não ficam mais pobres por isto.
O vestibular é uma estratégia egoísta dos nossos intelectuais porque sabem que é muito mais fácil ensinar jovem brilhante que não precisa de muito para aprender.
Uma das mentiras mais escabrosas divulgadas por estes acadêmicos especializados em educação, é a de que quanto mais educação, maior é a renda do aluno, e por isto sugerem cada vez mais gastos em educação.
Na realidade, renda correlaciona-se com inteligência e se eu selecionar os mais inteligentes, é óbvio que quem sai da faculdade ganhará mais.
Ou seja, ensino grátis para os mais inteligentes não é uma justiça social, pelo contrário.
Meus colegas de Harvard estudavam 10 vezes mais do que eu que recebi uma bolsa do governo brasileiro.
Isto porque Harvard era uma universidade paga, apesar de ser uma fundação sem fins lucrativos.
Por ser paga, os alunos estudavam que nem loucos para poder pagar a dívida contraída, o crédito educativo.
Criaram um sistema onde os mais inteligentes estudam como uns loucos.
Nós temos um sistema onde os mais inteligentes não têm incentivo maior para estudar, e pior ainda, onde os professores não têm estímulo para dar o melhor de si.
Para minha surpresa, os alunos reclamavam quando a aula era mal dada. Exigiam seu dinheiro de volta quando o professor faltava, o que raramente acontecia.
Os professores ganhavam bem, estudavam o que havia de mais novo, se preocupavam quando um aluno não aprendia.
Isto porque quem pagava era o aluno, não o Ministério da Educação de Brasília.
Ensino pago pelos outros é um engodo para acobertar a falta de compromisso com a educação.
E o resultado está aí, alunos com diploma mas sem conhecimento.
Se tudo é grátis e fácil de obter, para que estudar e se preparar para o trabalho? Para que aprimorar o seu talento, se não há necessidade da dar algo em troca?
Muitos professores ensinam seus alunos que tudo deveria ser grátis, a renda, terras, o ensino, as aposentadorias, a saúde, o teto, a comida.
Estão criando um povo dependente, submisso, sem iniciativa, que irá votar no sistema e manter os distribuidores do dinheiro alheio no poder.
Uma vez instalada a cultura do tudo grátis, não há mais volta.
Não há partido político capaz de vencer uma eleição propondo a volta do tudo pago. Você está caindo no canto da sereia, uma advertência lançada 2.500 anos atrás na Odisseia de Homero.
Mas o pior de tudo é que o pessoal que prega o software livre, o ensino gratuito, o tudo grátis, está pregando o egoísmo, o mais puro dos egoísmos, o de receber e não dar nada em troca.
Pense um pouco antes de ficar furioso comigo.
O que você já deu em troca para a TV Globo pelas novelas grátis, noticiário grátis, filmes grátis?
O que você já deu em troca pelos softwares grátis?
Quantos programas você fez e disponibilizou na internet?
Quantas músicas você compôs e disponibilizou na internet?
Isto tem um preço que você ainda não percebeu.
Você lentamente vai perdendo sua autonomia sem saber.
É uma forma de dependência que lhe destruirá a alma, pode crer.
Vou lhe dar um exemplo assustador.
Se eu tivesse cobrado por este texto você provavelmente nunca teria lido estas críticas e alertas.
A TV, os políticos, os anunciantes, só querem fazer o que lhes agrada, nunca mais você terá um pai ou um avô que tem a ética de lhe contrariar, o altruísmo punitivo tão importante para a manutenção do tecido social.
Nunca mais você irá ler alguma coisa que não lhe agrade, uma crítica que lhe faça pensar.
Portanto, lembre-se na próxima vez que você assistir alguma coisa grátis, quem está lhe manipulando jamais fará algo para lhe constranger.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Eleições 2014 - para refletir


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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Eleitor padrão FIFA

Não vamos esquecer esse quadrinho até as próximas eleições.
Mas o que seria um eleitor padrão Fifa?
Pense, reflita, está na mídia todo dia, mais agora para a copa de 2014, ... o que a fifa faz?



quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Estressado? cheio de problemas? um copo d`água resolve!


Uma psicóloga falando sobre gerenciamento do estresse em uma palestra levantou um copo d'água. Todos pensaram que ela perguntaria "Meio cheio ou meio vazio?". 
Mas com um sorriso no rosto ela perguntou "Quanto pesa este copo de água?" 
As respostas variaram entre 100 e 350g. Ela respondeu: "O peso absoluto não importa. Depende de quanto tempo você o segura. 
Se eu segurar por um minuto, não tem problema.
Se eu o segurar durante uma hora, ficarei com dor no braço. Se eu segurar por um dia meu braço ficará amortecido e paralisado. Em todos os casos o peso do copo não mudou, mas quanto mais tempo eu o segurava, mais pesado ele ficava". 
Ela continuou: "O estresse e as preocupações da vida são como aquele copo d'água. Eu penso sobre eles por um tempo e nada acontece. Eu penso sobre eles um pouco mais de tempo e eles começam a machucar. E se eu penso sobre eles durante o dia todo me sinto paralisada, incapaz de fazer qualquer coisa". Então lembre-se de "largar o copo".


terça-feira, 3 de setembro de 2013

Kefir

Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Grãos de kefir.
90 gramas de grãos de kefir
Kefir é uma colônia de microrganismos simbióticos imersa em uma matriz composta de polissacarídeos e proteínas. Originário do Cáucaso é formado por lactobacilos e leveduras aptos a fermentar diversos substratos – sendo o leite (caprino ou bovino), historicamente, o mais comum deles.
Leia mais no Wikipédia clique aqui

Benefícios do Uso do Kefir

Fonte: Kefir Brasil
Embora o uso continuado do kefir proporcione inquestionáveis benefícios ao organismo, deve-se levar em conta que não se trata de nenhuma panacéia e, em caso de qualquer doença diagnosticada, o médico deve ser procurado e consultado quanto à conveniência de se aliar o uso do kefir ao tratamento.

É um produto facilmente digestível, e é uma boa fonte de proteína e de cálcio. O kefir pode conseqüentemente ser incluído como parte da sua dieta diária. A purificação orgânica que promove auxilia a obtenção de um eco sistema interno perfeito para a saúde e para a longevidade.

Para bebes a sua colaboração no desenvolvimento de um aparelho digestivo saudável é vital. Kefir é rico em vitamina B12, B1 e vitamina K. É uma fonte excelente de biotina, a vitamina B que aumenta a assimilação das outras vitaminas do complexo B.Os grãos de kefir têm propriedades anti-tumorais, antibacterianas e antifúngicas. Estas propriedades abrangentes podem explicar a razão para o uso do kefir no numeroso relato de curas das doenças. O trabalho experimental realizado no Japão com cobaias mostrou que o consumo do kefir pode proteger o corpo de encontro a um desafio do câncer. Se o kefir for consumido antes da exposição ao câncer, a incidência dos animais que desenvolvem o câncer é reduzida. Se o uso se mantiver após a exposição ao câncer o crescimento e a velocidade do crescimento do câncer estão reduzidos.

O kefir tem sido usado no tratamento de pacientes que sofrem de AIDS pois aumenta a imunidade em grande escala e ainda atua como elemento desintoxicador da enorme carga de medicamentos a que o doente se vê submetido.

Promove uma absorção orgânica muito maior de sais minerais e vitaminas, principalmente a vitamina B12, ajudando nos problemas de desnutrição. Auxilia a absorção de proteínas.

Seu uso continuado produz muito bons efeitos em convalescença após graves doenças. Quando se têm afecções crônicas, deve-se beber kefir de água, pela manhã, ao meio dia e pela noite, ½ litro cada vez. Digestivo, não produz intolerância ou efeitos colaterais. Em doenças graves e prolongadas deve ser tomado abundantemente três vezes ao dia meio litro por vez.

O kefir tem efeito comprovado no auxílio do tratamento de:
  • Distúrbios nervosos: ansiedade, insônia, síndrome de fadiga crônica;
  • Catarros bronquiais e outros problemas respiratórios;
  • Alergias;
  • Escleroses;
  • Reumatismo e L.E.R.;
  • Tumores;
  • Problemas cardio-vasculares (infarto e arteriosclerose);
  • Problemas de vesícula;
  • Disfunções hepáticas;
  • Problemas renais e icterícia;
  • Doenças do estômago: gastrite, úlceras pépticas e duodenais, regulariza a digestão;
  • Problemas intestinais: diarréias, intestino preguiçoso ou preso, hemorróidas. O kefir previne putrefação intestinal causada por depósito nos intestinos e contribui para depuração do organismo e restaura rapidamente a micro flora intestinal, o que é ótimo para quem se submeteu a longos tratamentos com antibióticos.O kefir de água, após 12 horas de fermentação produz efeito laxativo no intestino e o de 40 horas de fermentação prende o intestino;
  • Problemas de sangue: anemia, leucemia;
  • Problemas de pele: dermatites, eczemas, lupus, cândida, psoríase, herpes;
  • Males do Século: irradiações, exposições a monitores de vídeo, na desintoxicação de poluentes tóxicos;
  • Excesso de peso: atuando como um enzimático poderoso, acentua amplamente o anabolismo, ou seja a assimilação de nutrientes e por provocar um equilíbrio geral do organismo, provoca uma sensação agradável de saciedade, que reduz o hábido de comer por compulsão, depressão ou ansiedade. Também já está provado que as melhores dietas são aquelas em que a pessoa se alimenta várias vezes durante o dia, em pequenas quantidades. O kefir, especialmente o de leite, pode ser usado nestes pequenos "lanchinhos", substituindo outros alimentos mais calóricos, mesmo quando batido com frutas e cereais, desde que se evite o uso de açúcar ou mel. Porém, a associação simultânea de kefir com jejum não é recomendada e para os que gostam de jejuar o uso nos dias de jejum pode ser suspenso. Se alimentar só de kefir é uma atitude errada e contra indicada.
  • Leia mais clique aqui
  • Kefir para novatos

domingo, 11 de agosto de 2013

Pegada Ecológica - calcule a sua

O que é isso?
Fonte: Site da WWF

Você já parou para pensar que a forma como vivemos deixa marcas no meio ambiente? É isso mesmo, nossa caminhada pela Terra deixa “rastros”, “pegadas”, que podem ser maiores ou menores, dependendo de como caminhamos. De certa forma, essas pegadas dizem muito sobre quem somos!  [Leia mais]
Seu estilo de vida diz tudo
Qual a relação entre o seu cotidiano e o meio ambiente? Você já parou para pensar? Muitas vezes, nos remetemos à responsabilidade de outros sem olhar para os nossos hábitos em casa, no trabalho e na comunidade. Descubra qual o impacato de pequenos gestos do nosso dia-a-dia na natureza. [ Leia mais ]

O  que COMPÕE A PEGADA ECOLÓGICA?
A Pegada Ecológica de um país, de uma cidade ou de uma pessoa, corresponde ao tamanho das áreas produtivas de terra e de mar, necessárias para gerar produtos, bens e serviços que sustentam seus estilos de vida. Em outras palavras, trata-se de traduzir, em hectares (ha), a extensão de território que uma pessoa ou toda uma sociedade “utiliza” , em média, para se sustentar. [ Leia mais]
 / ©: WWF-Brasil
© WWF-Brasil


Você pode calcular sua pegada ecológica
No site da "Global Footprint Network", você pode calcular o seu rastro ecológico e ainda simular situações para tentar melhorar sua pegada em benefício do planeta.
Clik aqui "Responder o questionarioEscolha o Brasil como seu país para fazer o teste em português e vá escolhendo as opções apresentadas que melhor se adequam ao seu estilo de vida e veja o resultado, analise, simule e depois tente praticar um estilo de vida mais ecológico, assim você estará contribuindo de verdade para o futuro do planeta.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Caçando capivaras

Um passeio de domingo pelo parque Barigui aqui em Curitiba me inspirou a escrever um post sobre meu avô David, caçador.
O domingo estava perfeito apesar do inverno de Curitiba, sol, temperatura agradável, parque cheio e a capivara nem aí para o pessoal, ela só se incomodou e saiu de cena quando tentei chegar mais perto para aquela foto de capa, mergulhou no lago e foi se encontrar com as outras.

Wikipédia
capivara (Hydrochoerus hydrochaeris)

Aí lembrei do meu avô, ele não iria acreditar se eu lhe mostrasse essas fotos, que eu cacei uma capivara com uma câmera fotográfica, e muito menos se lhe contasse que elas vivem aqui num parque e que nos é que interferimos na vida delas, e elas só para sacanear deixam seus montículos bem no meio das pistas de caminhar e correr para nos lembrar disso.
Meu avó era um caçador nato, ...sim nato,... porque a caça na época dele era quase que um meio de subsistência no interior, desde novo se aprendia a caçar, mas não como esporte, a caça era a carne que se colocava na mesa. A caça era exclusivamente para isso, não era predatória.
Houve épocas em que a criação de animais domésticos ainda era muito pequena ou mesmo não existia porque no início da exploração da terra, principalmente quando meu avô veio para Terra Vermelha (localidade próxima de São Mateus do Sul as margens do Rio iguaçu) era só mata virgem onde abriam pequenas clareiras para montar suas casas e plantar, "conforme relatos no livro Água Azul - a história de um povo, de João Martinho Meira". Então a caça fornecia a carne.
Mas com as capivaras meu avô tinha uma relação um pouco diferente pelo que ele relatava em seus "causos", ele não gostava muito. Acontecia que as plantações eram atacadas por bandos de capivaras causando enormes prejuízos. Acredito que já era na época apesar de bem remota, anos 30/40 um desequilíbrio pela presença de culturas de milho praticamente a beira do Rio Iguaçu onde meu avô plantava, com alimento farto aumentava a população de capivaras.
Então meu avô e seus camaradas nas épocas em que o milho estava ficando maduro e as capivaras começavam a aparecer, montavam estruturas de madeiras em pontos estratégicos e ficavam a noite de campana para espantar as capivaras e ao mesmo tempo caçar algumas. Como elas eram muito selvagens era difícil caça-las, e essa era um meio que usavam, era uma luta difícil elas sempre retornavam. Pelo que lembro dos relatos os ataques as plantações eram mais noturnos, não sei se era porque de dia estavam trabalhando por perto e evitavam a aproximação dos animais ou se por serem muito selvagens, elas saiam para comer só a noite.
E falando em caça, carne de caça, ... huumm!...  minha avó era especialista no preparo de vários pratos, lembro de ter provados almôndegas de carne de capivara, uma delícia!  Só que essa carne já era de capivara caçadas por amigos de meu avô e em épocas bem mais recentes, que eu já existia, isso lá por 1962, onde encontrar uma capivara perto do Iguaçu já era tarefa de caçador especialista, tal a raridade, acho que chegou perto da extinção.
Mais tarde com a proibição da caça e proteção da espécie, chegamos hoje ao que temos, vários parques com muitos animais passeando tranquilamente. Existem também vários parques ambientais onde se preserva a espécie e a população de capivaras tem aumentado muito.
Se você quer saber mais um pouco sobre capivaras, no link abaixo você encontra um estudo interessante, "Comportamento de capivaras em área verde urbana no município de Curitiba, PR", é só clicar aqui.
E por conta da preservação e criação de parques ambientais já está havendo um aumento grande da população causando de novo desequilíbrios e grandes prejuízos. Veja nessa reportagem da Globo: clique aqui



quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Mudanças Climáticas - coisa séria!


    As mudanças climáticas e o mito do progresso humano*

    *Chris Hedges *

    Clive Hamilton em seu "Réquiem por uma Espécie: Por que resistimos à
    verdade sobre a mudança climática", descreve um alívio sombrio que vem de
    aceitar que a "catastrófica mudança climática é praticamente certa". Esta
    obliteração de "falsas esperanças", diz ele, exige um conhecimento
    intelectual e um conhecimento emocional. O primeiro é atingível. O segundo,
    por significar que aqueles que amamos, incluindo os nossos filhos, estão
    quase certamente fadados à miséria, insegurança e sofrimento dentro de
    poucas décadas, senão de alguns anos, é muito mais difícil de adquirir.
    Aceitar emocionalmente um desastre iminente, atingir a compreensão visceral
    que a elite do poder não vai responder de forma racional à devastação do
    ecossistema, é tão difícil de aceitar como nossa própria mortalidade. A
    luta existencial mais difícil do nosso tempo é a de ingerir esta terrível
    verdade - intelectualmente e emocionalmente - e continuar a resistir às
    forças que estão nos destruindo.

    A espécie humana, liderada por europeus e euro americanos brancos, tem sido um alvoroço de 500 anos de conquistas, saques, pilhagens, explorações e poluições da Terra, bem como matando as comunidades indígenas que estavam  no caminho. Mas o jogo acabou. As forças técnicas e científicas que criaram uma vida de luxo sem precedentes - bem como inigualável poder militar e econômico - para as elites industriais agora são nossa desgraça. A mania de expansão econômica e de exploração incessante tornou-se uma maldição, uma sentença de morte. Mas assim como nossos sistemas econômicos e ambientais desvendam-se, após o ano mais quente em 48 estados desde que a manutenção de registros começou há 107 anos, não temos a criatividade emocional e intelectual para desligar o motor do capitalismo global. Juntamos-nos a uma máquina do fim do mundo que tritura tudo em seu caminho, como o projeto de relatório do Comitê Consultivo Nacional do Clima e Desenvolvimento ilustra.
    Ilustração por Mr. Fish.

    Civilizações complexas têm o mau hábito de destruírem-se. Antropólogos,
    incluindo Joseph Tainter em "O Colapso das Sociedades Complexas", Charles
    L. Redman em "Impacto Humano em Ambientes Antigos" e Ronald Wright, em "Uma Breve História do Progresso" estabeleceram os padrões familiares que levam ao colapso do sistema. A diferença desta vez é que, quando descermos, todo o planeta irá conosco. Não haverá, com este colapso final, novas terras
    para explorar, nem novas civilizações para conquistar, nem novos povos para subjugar. A longa luta entre a espécie humana e a Terra terminará com os remanescentes da espécie humana aprendendo uma dolorosa lição sobre a ganância desenfreada e a autoadoração.

    "Há um padrão no passado da civilização após civilização desgastando suas boas-vindas da natureza, superexplorando seu ambiente, super expandindo-se, super povoando", disse Wright quando fiz contato com ele por telefone em sua casa em British, Columbia, Canadá. "Eles tendem a entrar em colapso pouco depois de chegarem ao seu período de maior esplendor e prosperidade.
    Esse padrão vale para uma série de sociedades, entre eles os romanos, os antigos maias e os sumérios do que é hoje o sul do Iraque. Há muitos outros exemplos, incluindo sociedades de menor escala como a Ilha de Páscoa. As mesmas coisas que fazem com que as sociedades prosperem no curto prazo, especialmente novas maneiras de explorar o ambiente, tais como a invenção da irrigação, levam ao desastre no longo prazo por causa de complicações imprevistas.
    Isto é o que eu chamei de "armadilha do progresso" em "Uma Breve História do Progresso". Temos colocado em movimento uma máquina industrial de tal complexidade e tal dependência em expansão que não sabemos como fazer com menos ou mudar para um estado de equilíbrio em termos de nossas demandas da
    natureza. Nós temos falhado em controlar o número de humanos. Eles triplicaram durante minha vida. E o problema é muito pior pelo crescente espaço entre ricos e pobres, a concentração de riqueza garante que nunca tem o suficiente para todos. O número de pessoas em extrema pobreza, hoje, é cerca de dois bilhões, maior do que toda a população do mundo no início de 1900. Isso não é progresso”.

    "Se continuarmos a não tomar conta das coisas de uma forma ordenada e racional, iremos a algum tipo de catástrofe, mais cedo ou mais tarde", ele disse. "Se tivermos sorte, será grande o suficiente para nos despertar em todo o mundo, mas não grande o suficiente para nos eliminar. Isso é o melhor que podemos esperar. Devemos transcender a nossa história evolutiva.
    Nós somos caçadores da Idade do Gelo, de barba feita e vestindo um terno. Nós não somos bons pensadores para longo prazo. Nós gostaríamos de desfiladeiro sim nos de mamutes mortos conduzindo um rebanho de um penhasco que descobrir como conservar o rebanho para que ele possa alimentar a nós e aos nossos filhos para sempre. Isto é a transição que nossa civilização tem que fazer. E nós não estamos fazendo isso."

    Wright, que em seu romance "Um Romance Científico" pinta um retrato de um mundo futuro devastado pela estupidez humana, cita "arraigados interesses políticos e econômicos" e uma falha da imaginação humana, como os dois maiores obstáculos à mudança radical. E todos nós, que usamos combustíveis fósseis, que nos sustentamos através da economia formal, diz ele, estamos em Sociedades capitalistas modernas, Wright argumenta em seu livro "O que é a América?: Uma Breve História da Nova Ordem Mundial", derivam de invasores Europeus, a pilhagem das culturas indígenas das Américas do 16 ao século 19, juntamente com o uso de escravos africanos como uma força de trabalho para substituir os nativos.

    Os números desses nativos caíram mais de 90% por causa da varíola e outras pragas que não existiam antes. Os espanhóis não conquistaram nenhuma das principais sociedades até a varíola os atingir; de fato, os astecas os venceram de primeira. Se a Europa não foi capaz de aproveitar o ouro das civilizações asteca e inca, se não tivesse sido capaz de ocupar a terra e adotar culturas altamente produtivas do Novo Mundo para uso em explorações agrícolas europeias, o crescimento da sociedade industrial na Europa teria sido muito mais lento. Karl Marx e Adam Smith chamaram atenção para o fluxo de riqueza das Américas como tendo feito a Revolução Industrial e possível o início do capitalismo moderno. Foi o estupro das Américas, ressalta Wright, que acionou a orgia de expansão europeia. A Revolução Industrial também equipou os europeus com sistemas de armas tecnologicamente avançados, criando mais subjugação e pilhagem, tornando a expansão possível.

    "A experiência de 500 anos relativamente fáceis de expansão e colonização, a constante assunção de novas terras, levou ao mito capitalista moderno que você pode expandir para sempre", disse Wright. "É um mito absurdo. Nós vivemos neste planeta. Nós não podemos deixá-lo e ir para outro lugar.
    Temos que trazer nossas economias e demandas da natureza dentro dos limites naturais, mas nós tivemos 500 anos em que os europeus, euro americanos e outros colonos invadiram o mundo e o dominaram. Esta execução de 500 anos fez com que a situação parecesse não só fácil, como normal. Nós acreditamos que as coisas vão sempre ficar maior e melhor. Temos que entender que este longo período de expansão e prosperidade era uma anomalia. Ele raramente aconteceu na história e nunca vai acontecer de novo. Temos que reajustar nossa civilização inteira para viver em um mundo finito. Mas nós não estamos fazendo isso, porque nós estamos carregando bagagem demais, versões míticas demais da história deliberadamente distorcidas e um sentimento profundamente arraigado de que ser moderno é ter mais. Isto é o que os antropólogos chamam uma patologia ideológica, uma crença autodestrutiva que leva sociedades a se destruírem e queimarem. Estas sociedades continuam fazendo coisas que são realmente estúpidas, porque elas não podem mudar sua maneira de pensar. E é aí que nós estamos".

    E, enquanto o colapso se torna palpável, se a história humana é um guia, nós como sociedades passadas em perigo vamos recuar em que os antropólogos chamam de "cultos de crise." A impotência que sentiremos do caos ecológico e econômico irá desencadear delírios mais coletivos, como a crença fundamentalista em um deus ou deuses que vão voltar à Terra e nos salvar.

    "Sociedades em colapso muitas vezes acreditam que se certos rituais são realizados todas as coisas ruins vão embora", disse Wright. "Há muitos exemplos disso ao longo da história. No passado, estes cultos de crise
    aconteceram entre as pessoas que haviam sido colonizadas, atacadas e mortas por pessoas de fora, que perderam o controle de suas vidas. Eles veem nesses rituais a capacidade de trazer de volta o mundo passado, o que enxergam como uma espécie de paraíso. Eles procuram voltar ao modo de como as coisas eram. Cultos de crise espalharam-se rapidamente entre as sociedades americanas nativas no século 19, quando os búfalos e os índios estavam sendo mortos, por fuzis e pistolas, armas de fogo. As pessoas
    passaram a acreditar, como aconteceu no Ghost Dance, que se fizessem as coisas certas, o mundo moderno, que era intolerável, - o arame farpado, as ferrovias, o homem branco, a metralhadora - desapareceria".

    "Nós todos temos a mesma fiação psicológica básica", disse Wright. "Isso nos faz muito mal em planejamento de longo prazo e nos leva a apegar-nos a ilusões irracionais, quando confrontado com uma ameaça séria. Olhe para a crença da extrema direita de que se o governo desaparecesse, o paraíso perdido da década de 1950 iria voltar. Olhe para a forma de como estamos deixando a exploração de petróleo e gás seguir em frente, quando sabemos que a expansão da economia do carbono é suicida para os nossos filhos e netos. Os resultados já podem ser sentidos. Quando se chega ao ponto onde grande parte da Terra experimenta quebra de safra ao mesmo tempo, teremos fome e colapsos em massa. Isso é o que está por vir se não lidarmos com as mudanças climáticas.”

    "Se falharmos neste grande experimento, esta experiência de macacos se tornarem inteligentes o suficiente para assumir o comando do seu próprio destino, a natureza não se importará e dirá que foi divertido por um tempo deixar os macacos executar o laboratório, mas no final foi uma má ideia”, disse Wright.

    *(*) Chris Hedges é colunista para Truthdig.com. Hedge se formou em Harvard Divinity School e foi durante quase duas décadas correspondente estrangeiro para o New York Times. Ele é o autor de muitos livros, incluindo: A Guerra É Aquela Força Que Nos Dá Sentido, O Que Todos Deveriam Saber Sobre Guerra,
    e Fascistas Americanos: A Direita Cristã e a Guerra na América. Seu livro mais recente é Império da Ilusão.*
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