quinta-feira, 14 de março de 2019

Virgílio Augusto Fortes - 2 anos

14/03/2017

Nota de pesar: Prof. Virgílio Augusto Fortes (CRM-PR 576)

Foi professor da UFPR, PUC e Evangélica. Sepultamento ocorre às 17h desta terça (14), no Parque Iguaçu
clique para ampliar>Dr. Virgilio recebeu o Diploma de Mérito Ético-Profissional do CRM em 2004. Na foto com o Dr. Luiz Sallim Emed. (Foto: CRM-PR)
O Conselho Regional de Medicina do Paraná registra com pesar o falecimento do eminente professor e médico Virgílio Augusto Fortes (CRM 576), que integrou o corpo docente das escolas médicas da UFPR, PUCPR e Evangélica. O médico, que completaria 87 anos no próximo dia 30 de abril, faleceu na madrugada desta terça-feira, 14 de março, em sua residência, em Curitiba. O corpo está sendo velado no Cemitério Parque Iguaçu, na Capital, onde será sepultado às 17h desta terça. O Dr. Virgílio era casado com D. Liane Lopes Fortes. As condolências do CRM-PR aos familiares e amigos.
Natural de São Mateus do Sul, o Dr. Virgílio graduou-se em Medicina pela Universidade Federal do Paraná em 1954. Depois, fez doutorado em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas e Biológicas de Botucatu/USP e aperfeiçoamento em Doutoramento em Ciências (Farmacologia) na mesma escola (1972). Foi professor da UFPR, onde dirigiu o Setor de Ciências Biológicas e também o Departamento de Farmacologia. Sua atuação como médico foi concentrada principalmente nas áreas de farmacologia e pediatria, tendo atuado no Instituto de Assistência ao Menor, do governo estadual.
Em 2004, o Dr. Virgílio foi homenageado pelo Conselho Regional de Medicina, que lhe conferiu o Diploma de Mérito Ético-Profissional, por ter alcançado 50 anos de exercício da atividade de forma exemplar. Quem fez a entrega da comenda na ocasião foi o ex-presidente Luiz Sallim Emed.
Ao longo de sua carreira enquanto médico e professor, ele recebeu inúmeras homenagens em reconhecimento ao seu trabalho, que inclui publicações científicas. Em 1977, ele foi homenageado pelos formandos de Medicina da Evangélica. Em 1980, recebeu placa de prata comemorativa pelos 20 anos como professor da Universidade Católica. No ano seguinte, recebeu título de Honra ao Mérito pela UFPR. Foi homenageado pelos formandos da Federal em 1987, enquanto professor de Nutrição Aplicada. Um ano depois, a mesma Universidade Federal conferiu-lhe a placa de prata pelos 33 anos de atividades no Departamento de Farmacologia. Em 2001, também foi condecorado com diploma de honra ao mérito pela Associação Médica do Paraná.

Minha nota:
Virgílio Augusto Forte era filho do Dr. Paulo Fortes, ver aqui publicação "São Mateus do Sul - 104 anos" .
Abaixo está o Convite de sua formatura enviado para meu avó e meu pai, mostrando a amizade e respeito que o Dr. Paulo tinha por eles.


terça-feira, 3 de julho de 2018

Higiene faz mal à saúde

Higiene faz mal à saúde

Nunca vivemos em meio a tanta limpeza. E isso pode estar deixando as pessoas mais doentes

por Texto Bruno Garattoni

Nunca fomos tão limpos. Por dentro e por fora: dos banhos diários à comida pasteurizada, do papel higiênico à água clorada, dos antibióticos ao aspirador de pó, uma série de avanços culturais e tecnológicos eliminaram boa parte dos microorganismos com os quais nossos antepassados sofriam. Várias doenças deixaram de existir, a expectativa de vida aumentou.
Os purificadores de ar acabam com os ácaros, a comida industrializada tem conservantes e antibióticos, e até os animais de estimação estão mais limpos. Mas esse estilo de vida asseado pode fazer mal, aumentar a incidência de certos tipos de doença.
Hoje, nos EUA, mais de 50% das pessoas têm algum tipo de alergia – o dobro da década de 1980. E os jornais publicam notícias assustadoras sobre a comida: só num dos casos, ano passado, 10 milhões de quilos de carne tiveram de ser recolhidos do mercado devido a contaminação. Até o reles amendoim é tratado como se fosse ameaça biológica – como há crianças que podem morrer se sentirem o cheiro dele, as escolas americanas estão criando “zonas livres de amendoim”. O que está acontecendo?
Bom, lembra de quando você era criança e chegava imundo em casa? Aí sua mãe mandava correr para o banho. Ela estava errada. “Se você tiver um gato antes do nascimento do seu filho, a criança nasce mais protegida contra alergia (a gato), devido às substâncias liberadas pelo animal. Isso foi comprovado em alguns estudos”, diz Evandro Alves do Prado, professor da UFRJ e diretor da Sociedade Brasileira de Alergia e Imunopatologia. Ele cita outros casos intrigantes: “Alguns trabalhos feitos na Alemanha mostram que, em famílias com muitos filhos, o irmão caçula estaria protegido de alergias, devido ao contato com os irmãos mais velhos. E pessoas que moram em áreas rurais, em contato com esterco de boi, de cavalo, também acabariam mais protegidas”.
Mais: além de ajudar o corpo a criar resistência contra microorganismos, a exposição a sujeiras no dia-a-dia ajudaria a refrear a fúria do sistema imunológico. Num estilo de vida superurbano, avesso à sujeira, as células de defesa do organismo não têm tantos inimigos para combater e acabam surtando. Desse jeito, elas podem entender o amendoim, por exemplo, como um inimigo. E reagir violentamente (na forma de uma alergia). Outra manifestação de um sistema imunológico pirado é atacar as próprias células do corpo, coisa que pode dar nas chamadas doenças auto-imunes (asma, artrite, esclerose).
É o que prega a “hipótese da higiene”, uma teoria que já existe há algum tempo, e que nunca foi consenso. Mas agora estão surgindo algumas pesquisas que parecem comprová-la. Um estudo feito na Universidade Duke, nos EUA, mostrou que ratos selvagens têm menos tendência a desenvolver certas doenças do que os de laboratório, habitantes de um ambiente tão limpo quanto um hospital de primeira. Tudo por causa de dois tipos de anticorpo: o IgG, ligado a alergias, e o IgE, que pode desencadear as doenças auto-imunes.
“Os ratos selvagens têm mais anticorpos. Mas eles não causam patologias, pois se ligam a agentes externos. Nos animais de laboratório, provocam reações alérgicas e auto-imunes”, diz o professor William Parker, responsável pelo estudo.
Além de fazer o organismo endoidar, a limpeza excessiva também pode nos deixar vulneráveis a bactérias e parasitas. O próprio governo dos EUA desaconselha o uso de produtos de limpeza com bactericidas, que são considerados ineficazes e perigosos, pois poderiam estimular o surgimento de bactérias hiper-resistentes. Pelo mesmo motivo, a ong Union of Concerned Scientists (algo como “União dos Cientistas Engajados”), voltada para assuntos de saúde, protesta contra o uso indiscriminado de antibióticos: nos EUA , o consumo deles subiu 50% desde a década de 1980 – sendo que a grande maioria, mais de 90%, é consumida pelos bois, vacas e galinhas que a gente come. A comida moderna, superdesinfectada, pode ser perigosa.
E a defesa da sujeira vai além: para alguns cientistas, o aumento no número de nascimentos por cesariana é um dos responsáveis pela explosão das alergias. É que nesse tipo de parto, mais limpo, a criança não passa pela vagina da mãe. Então não tem contato com a infinidade de bactérias que vivem lá, e acaba com o sistema imunológico pouco calejado. Parece absurdo, né? Mas, se você levar em conta que o corpo humano carrega 10 vezes mais células de bactérias do que de gente, faz sentido.
A imundície, veja só, pode até curar: dois estudos recentes mostram que determinados tipos de parasitas e bactérias aliviam, respectivamente, os sintomas da esclerose múltipla e da depressão.
Convencido? Calma: ninguém está dizendo pra você parar de tomar banho, rolar na lama ou deixar a casa emporcalhada. Contra as doenças da limpeza, a grande aposta dos cientistas é a sujeira high-tech: a empresa alemã Ovamed já vende um tratamento, de 2 200 euros, que supostamente alivia alguns tipos de doenças auto-imunes. São ampolas cheias de Trichuris suis ova – versão esterilizada de um parasita encontrado no intestino do porco. Você toma junto com água, no café da manhã. Vai encarar?

Teoria da sujeira

Comida industrializada, antibióticos, cesarianas, vida urbana... o estilo de vida atual, mais limpo, pode estar aumentando determinados tipos de doença – principalmente nos países mais desenvolvidos. Estes números aqui, dos EUA, reforçam a hipótese.
Quanto Maior a limpeza...
Nascimentos por cesariana
1996 - 16,3%
2006 - 30,2%
Consumo anual de antibióticos
1996 - 7,3 milhões de quilos
2006 - 22,3 milhões de quilos
Porcentagem da população em áreas urbanas
1996 - 75,3%
2006 - 80,8%
...Maior a incidência de certas doenças
Porcentagem da população com alergia
1996 - 25%
2006 - Mais de 50%
Casos de asma
1996 - 13,7 milhões
2006 - 20 milhões
Epidemias de contaminação alimentar
1996 - 1
2006 - 6

terça-feira, 26 de junho de 2018

COLETA DE LIXO TÓXICO EM CURITIBA

Leve até o terminal: Pilhas, baterias, toner de impressão, embalagens de inseticidas, tintas, remédios vencidos até 10 kg, lâmpadas fluorescentes (até 10 unidades), óleos de origem animal e vegetal (embalados em garrafas PET de 2 litros).

HORÁRIO DE PERMANÊNCIA DO CAMINHÃO NAS PROXIMIDADES DOS TERMINAIS: 7h30 ás 15:00h

Recebemos somente pequenas quantidades de DOMICÍLIOS!

ANO: 2018

TerminalJanFerMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez
CENTENÁRIO212221211211
BAIRRO ALTO323332323333
CAMPO COMPRIDO435444434454
BOQUEIRÃO556555545565
GUADALUPE667676666676
CAPÃO RASO8787877710887
BOA VISTA9899989811998
CAIUÁ109101010910912101010
HAUER111012111111111013111211
SANTA FELICIDADE121213121212121114131312
VILAS OFICINAS131414131413131315151413
SITIO CERCADO151515141514141417161614
RUI BARBOSA161616161616161518171715
FAZENDINHA171717171718171619181917
BARREIRINHA181919181819181720192018
SITES192020191920191821202119
CIC202121202121202022222220
CARMO222222232222212124232321
PINHEIRINHO232323242323232225242422
CAMPINA DO SIQUEIRA242424252425242326252624
PORTÃO252626262526252427262726
CAPÃO DA IMBUIA262727272627262528272827
CABRAL272828282828272729292928
SANTA CÂNDIDA2901/mar29302929282801/out303029