domingo, 15 de novembro de 2009

Aranha marrom


EXCLUSIVO: Número de acidentes com aranha marrom aumenta com a chegada do calor




Danielle Jordan / AmbienteBrasil O número de registros de picadas de aranha marrom pode crescer até 260% no Paraná, segundo informações da Secretaria de Estado de Saúde (Sesa). Mais da metade dos casos acontecem entre os meses de novembro a março, quando os termômetros costumam passar dos 30°. A variação na temperatura influencia os hábitos da espécie (Loxosceles) que, neste período, sai para caçar. A urbanização acelerada, que afastou das cidades os predadores naturais, como as lagartixas, faz com que a aranha marrom seja um grande desafio para a saúde pública em grandes centros. No Paraná, de janeiro e outubro deste ano foram registrados 3.818 casos de picadas, sendo 1.520 casos em Curitiba. A limpeza é considera a melhor forma de prevenção. O animal se esconde em frestas e roupas e costuma atacar apenas quando se sente ameaçado. Em locais de maior ocorrência recomenda-se verificar sapatos e roupas antes de usá-los. Os acidentes são mais comuns durante a noite, por isso, os cuidados antes de dormir devem ser redobrados. É importante verificar os lençóis, fronhas e cobertas. Inicialmente a picada não é dolorosa, mas em menos de 12 horas vítima passa a sentir dores. O inchaço também é comum. Parceria Este mês o estado passou a colaborar com a Argentina com o repasse de 500 frascos de soro antiloxoscélico, que combate a picada da aranha marrom. O material é produzido pelo Centro de Produção e Pesquisa de Imunobiológicos (CPPI), unidade da Secretaria da Saúde no Paraná. O país vizinho também apresenta registros de picadas de aranha marrom, mas produz somente o soro contra a picada da viúva-negra. Conforme divulgado pela Secretaria de Saúde do Paraná, anualmente são registradas na Província de Buenos Aires, no período novembro a março, 70 a 130 casos de picadas de viúva-negra e 25 a 35 casos de picadas de aranha marrom. Dúvidas sobre tratamento e diagnóstico podem ser esclarecidas pelo número 0800 41 0148, do Centro de Controle de Envenenamentos (CCE). *Com informações da Sesa.

Leia mais sobre a aranha marron nos links abaixo:

Mais soro contra a aranha marron

Wikipédia - Apele - Saúde animal - Gazeta do Povo



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